Ler ao som de Rachael Yamagata: Y Wish You Love
Palavras ditas ao acaso.
Sentimentos que nunca desabrocham em seu furor momentâneo.
A vida passa como o tic-tac do relógio... Numa regularidade assombrosa!
As ideias nunca saem do papel surrado pelo tempo dentroda gaveta.
Tudo como tem que ser.
O vento invade a janela e toma para si o ambiente antes inóspito.
Os dias parecem todos nublados...
A alma arrisca-se alegrar-se em momentos cada vez mais escassos.
Momentos onde a personalidade torna-se visível, quase palpável...
Pois tudo incide a uma mórbida rotina.
Enquanto escreve esses versos soltos... Sendo invadido pela frivolidade de seu ser.
Delicia-se de tal alegria perdida. Ao som da velha e boa música...
Buscando nela inspiração!
É essa a tão ávida vida de poeta.
Que de tanta ociosidade torna-se seu próprio mausoléo.
Inumando-o a cada poente.
Com a falta do amor que sonha um dia degustar como um bom vinho:
Pouco-a-pouco...
Até que então a vida possa lhe fazer algum sentido.
A não ser passar horas á fim vislumbrando o tempo esvair-se com sua juventude e existência.
Á de mim um dia ser assim...
Livre para escrever e viver a meu gosto.
Despir-me de tudo: a boa conduta, leis, formalidades...
Todas essas sandices que tentam e acabam por extorquir minha "liberdade".
Vagar rumo ao vento...
Desbravar os sete mares...
Caminhar sob a relva molhada pela chuva...
Buscar em simplórias façanhas minha tão cobiçada felicidade!
Esquecer-me de amores passados...
Oportunidades perdidas...
Inépcias ditas e feitas...
Pessoas que passaram e marcaram-me com sua futilidade tamanha.
Transmutando-me no que sou hoje.
Um ser exânime e descrente da vida...
Mas não morto!
Nutrido apenas pela incerteza do amanhã.
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