Ler ao som de Yann Tiersen: Comptine D'un Autre Éte L'apres Midi
Enquanto penso em nada e foco o vazio...
Um torpor apático volta a abater-se sobre mim!
É a solidão... Que com o passar do tempo mostrou-se minha melhor companhia.
Dias intermináveis...
Horas afim...
Pensamentos suplicantes.
É o duro preço que devo pagar por amar-te.
Perdido estou, e chegada a hora de decidir:
-Continuar a alimentar esse amor ou livrar-me dele?
Perturbadora e importuna faz-se tal dúvida.
Pois quando recordo-me de ti...
O amor dissipa-se em meio a tanta ausência e abandono!
Embebedo-me com luares na tentativa frustrada de amenizar tamanha decepção.
Mas consequente jaz o amanhecer...
Conduzindo-me abruptamente para mais um dia tortuoso.
Habituado estou com a escassez de sua presença...
Que não incomodo-me mais com a fenda em meu peito.
Meu tolo e céptico coração ainda arrisca-se a arquejar...
Não sei por quanto tempo mais, este valente guerreiro seguirá lutando nessa batalha insana.
Agora definhando em leito lúgubre um último pensamento fugaz abstrai-me:
-Será que não vê o meu sofrer?
-Tão cruel és tu, de ver a quem ama-te com tamanha veemência reduzido á escória e nada fazer?
-Não tens complacência?
A contestação para tais devaneios, nunca ouvirei...
A morte silenciou-me com o pesar de suas lutuosas mãos.
Tento libertar-me deste letífero amplexo...
Mas não tenho mais forças, elas abandonaram-me quando o marasmo fez-se presente...
A mercê desse anjo agourento estou.
E rendo-me enfim...
O ar sepulcral tomou posse de meu ser.
E eis que ao findar de minha medíocre existência deparo-me com o que tanto cobicei em vida...
A felicidade.
'Busco transmitir através da poesia o que sinto e vivo... Meus Amores, dissabores que fazem-me Crescer pura e simplesmente.'
sábado, 11 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Passos...
Ler ao som de Coldplay: Yellow
Enquanto caminho por essa tempestuosa estrada rumo á meu inexorável fim...
Sua lembrança jaz presente.
Recordo-me de como seu olhar me intrigava...
Quão protetores se faziam seus abraços, onde eu sempre buscava alento para meus martírios.
Com que facilidade seu sorriso irradiava meu dia e aquecia meu coração.
Agora sem você...
Resta-me vagar só pela vida.
Buscando á minha volta o que apenas encontrei em ti.
O elixir de minha existência se foi com sua partida...
E constantemente sou preenchido com reminiscências de momentos felizes e intensos...
Desfrutamos do nascer ao pôr do sol...
Acreditando na eternização de nosso amor.
O fim fazia-se longíquo e ilusório...
Dissipando-se em meio á tanta felicidade.
Hoje diante dele, protejo-me com sua recordação e embriago-me com cada doce e límpida gota de tal tempo passado.
Vagando em pensamentos deparo-me com você.
Como se ti houvesse me presenteado com tu'alma...
Pois sabia que com sua ausência a minha deixaria de existir.
O eclipse espreita-me do infinito e vasto céu...
Fazendo-se misterioso e lúgubre.
A lua inapta de algo fazer... Rende-se pouco a pouco á escuridão que a consome vorazmente...
Assim como meu ser que exaurido de vagar...
Restitui-se á morte neste instante.
Amanhã farei como nosso amor, parte do passado.
E tranquilizarei minh'alma ao seu lado...
No paraíso dos sentimentos.
Enquanto caminho por essa tempestuosa estrada rumo á meu inexorável fim...
Sua lembrança jaz presente.
Recordo-me de como seu olhar me intrigava...
Quão protetores se faziam seus abraços, onde eu sempre buscava alento para meus martírios.
Com que facilidade seu sorriso irradiava meu dia e aquecia meu coração.
Agora sem você...
Resta-me vagar só pela vida.
Buscando á minha volta o que apenas encontrei em ti.
O elixir de minha existência se foi com sua partida...
E constantemente sou preenchido com reminiscências de momentos felizes e intensos...
Desfrutamos do nascer ao pôr do sol...
Acreditando na eternização de nosso amor.
O fim fazia-se longíquo e ilusório...
Dissipando-se em meio á tanta felicidade.
Hoje diante dele, protejo-me com sua recordação e embriago-me com cada doce e límpida gota de tal tempo passado.
Vagando em pensamentos deparo-me com você.
Como se ti houvesse me presenteado com tu'alma...
Pois sabia que com sua ausência a minha deixaria de existir.
O eclipse espreita-me do infinito e vasto céu...
Fazendo-se misterioso e lúgubre.
A lua inapta de algo fazer... Rende-se pouco a pouco á escuridão que a consome vorazmente...
Assim como meu ser que exaurido de vagar...
Restitui-se á morte neste instante.
Amanhã farei como nosso amor, parte do passado.
E tranquilizarei minh'alma ao seu lado...
No paraíso dos sentimentos.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Inexistência...
Ler ao som de Piotr Ilich Tchaikovsky: Abertura Solene 1812 (Coro de Abertura)
Sob o olhar incrédulo da lua que do céu negro e sem estrelas vigia-me, imploro por complacência.
As lágrimas banham minha face, límpidas e puras, como as gotas de orvalho que brincam sobre as pétalas das dedaleiras após o gotejar de uma chuva veraneia.
A tristeza me consome pela culpa que carrego em minh'alma, conduzindo-me á essa decadência existencial.
Raras reminiscências vagueiam por minha memória, surrada pela vida e apagada pelo tempo.
Viver tornou-se um fado! E a morte sádica delicia-se com meu sofrimento, rejeitando meu desesperado clamor...
Permitindo que minha carcaça seja dilacerada pelo desejo desatino de sua chegada.
Quando em sonho entrego-me aos devaneios que sucumbem de meu âmago...
Desfruto momentaneamente a alegria de recordações passadas e que ao nascer do sol dissipam-se e angustiam-me por serem reduzidas ao nada, diante de meu olhar perplexo.
Resquícios deste passado remoto perturbam-me e fazem com que me questione:
- O que posso eu fazer para então deleitar-me novamente com o calor de um beijo, a proteção de um abraço, o acalentar de um sorriso?
E diante do total vácuo e silêncio que emanam de meu ser como réplica para tal dúbio questionamento...
Sigo á vagar, consumido apenas pela incerteza.
Sonhando com o triunfante dia que encontrarei enfim a solução para este mártir...
Que assola-me e a cada aurora rouba-me as lembranças e o anseio de viver.
Transmutando-me afinal em uma criatura oca e errante.
A qual ninguém pode amparar, pois o principal já lhe foi usurpado:
A existência.
Sob o olhar incrédulo da lua que do céu negro e sem estrelas vigia-me, imploro por complacência.
As lágrimas banham minha face, límpidas e puras, como as gotas de orvalho que brincam sobre as pétalas das dedaleiras após o gotejar de uma chuva veraneia.
A tristeza me consome pela culpa que carrego em minh'alma, conduzindo-me á essa decadência existencial.
Raras reminiscências vagueiam por minha memória, surrada pela vida e apagada pelo tempo.
Viver tornou-se um fado! E a morte sádica delicia-se com meu sofrimento, rejeitando meu desesperado clamor...
Permitindo que minha carcaça seja dilacerada pelo desejo desatino de sua chegada.
Quando em sonho entrego-me aos devaneios que sucumbem de meu âmago...
Desfruto momentaneamente a alegria de recordações passadas e que ao nascer do sol dissipam-se e angustiam-me por serem reduzidas ao nada, diante de meu olhar perplexo.
Resquícios deste passado remoto perturbam-me e fazem com que me questione:
- O que posso eu fazer para então deleitar-me novamente com o calor de um beijo, a proteção de um abraço, o acalentar de um sorriso?
E diante do total vácuo e silêncio que emanam de meu ser como réplica para tal dúbio questionamento...
Sigo á vagar, consumido apenas pela incerteza.
Sonhando com o triunfante dia que encontrarei enfim a solução para este mártir...
Que assola-me e a cada aurora rouba-me as lembranças e o anseio de viver.
Transmutando-me afinal em uma criatura oca e errante.
A qual ninguém pode amparar, pois o principal já lhe foi usurpado:
A existência.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Solidão...
Ler ao som de Maria Mena: Calm Under The Waves
Questionamentos me vêm á cabeça todas as noites...
Quando estamos juntos o amor é puro e sincero.
Então por que a distância o transforma em algo vazio?
Sofro ao pensar nas inúmeras vezes que meu pensamento vai de encontro ao teu, pois sei que o seu não está em mim!
Por que me tortura com seu silêncio?
Do que tens medo?
Vejo-me entregue á esse sentimento de corpo e alma.
Por que não faz o mesmo?
O que terei de fazer para que o fim não surja no nosso horizonte?
Espero pacientemente por ti, mas não sinto o interesse recíproco.
Não quero te perder...
Mas te vejo cada vez mais distante, e corro ao teu encontro, não obtendo êxito na tarefa.
Agora...
Libertar-me-ei e o deixarei ir.
Caso volte será por que me deseja assim como eu te desejo.
Caso não, seguirei reconstruindo meu caminho sem ti.
Questionamentos me vêm á cabeça todas as noites...
Quando estamos juntos o amor é puro e sincero.
Então por que a distância o transforma em algo vazio?
Sofro ao pensar nas inúmeras vezes que meu pensamento vai de encontro ao teu, pois sei que o seu não está em mim!
Por que me tortura com seu silêncio?
Do que tens medo?
Vejo-me entregue á esse sentimento de corpo e alma.
Por que não faz o mesmo?
O que terei de fazer para que o fim não surja no nosso horizonte?
Espero pacientemente por ti, mas não sinto o interesse recíproco.
Não quero te perder...
Mas te vejo cada vez mais distante, e corro ao teu encontro, não obtendo êxito na tarefa.
Agora...
Libertar-me-ei e o deixarei ir.
Caso volte será por que me deseja assim como eu te desejo.
Caso não, seguirei reconstruindo meu caminho sem ti.
Eterno Amor...
Ler ao som de Beirut: Goshen
Estou desesperado, a angústia me consome...
Procuro-te em todos os lugares e objetos, mas não te encontro.
Onde se escondeu?
Essa casa tornou-se meu próprio mausoléo.
Sem você aqui posso até ouvir os ruídos causados pelas folhas secas que o vento insistiu em amontoar ao chão. As janelas permanecem abertas, como ti as deixou...
Seu riso espontâneo e alegre que preenchia cada minúsculo centímetro disso que chamo de vida, silenciou-se.
Por que têves de partir?
Levou consigo meu coração, minh'alma...
Nunca voltei a presenciar o pôr do sol, ouvi seus velhos discos, nem tive coragem suficiente para enfrentar suas fotografias, que permanecem dentro da gaveta.
Reviro-me na cama á procura de teu corpo, onde pousava a cabeça e todos os problemas dissipavam-se... Hoje eles permanecem e tiram-me o sono.
Acalento-me com suas lembranças... E o tempo impiedoso, esvaece.
Recordo-me de seus lindos olhos e como eles sempre falavam a verdade por mais que a boca traiçoeira quisesse mentir.
Choro desconsolado todas as vezes que te ouço em minhas reminiscências dizendo-me para levar tudo menos á sério.
Tu completavas-me em todos os sentidos que possam existir...
Por que têves de partir?
Talvez seje pelo fato de que eras tão perfeito que todos o queriam para si, e a morte vendo tal preciosidade quis arrebatá-la.
Jamais me esquecerei de ti e de sua felicidade...
Agora, repousar-me-ei e desfrutarei esses poucos minutos, e espero que ao despertar depare-me uma vez mais com seu imponente olhar, e venha finalmente encontrar, alento nos braços teus...
Estou desesperado, a angústia me consome...
Procuro-te em todos os lugares e objetos, mas não te encontro.
Onde se escondeu?
Essa casa tornou-se meu próprio mausoléo.
Sem você aqui posso até ouvir os ruídos causados pelas folhas secas que o vento insistiu em amontoar ao chão. As janelas permanecem abertas, como ti as deixou...
Seu riso espontâneo e alegre que preenchia cada minúsculo centímetro disso que chamo de vida, silenciou-se.
Por que têves de partir?
Levou consigo meu coração, minh'alma...
Nunca voltei a presenciar o pôr do sol, ouvi seus velhos discos, nem tive coragem suficiente para enfrentar suas fotografias, que permanecem dentro da gaveta.
Reviro-me na cama á procura de teu corpo, onde pousava a cabeça e todos os problemas dissipavam-se... Hoje eles permanecem e tiram-me o sono.
Acalento-me com suas lembranças... E o tempo impiedoso, esvaece.
Recordo-me de seus lindos olhos e como eles sempre falavam a verdade por mais que a boca traiçoeira quisesse mentir.
Choro desconsolado todas as vezes que te ouço em minhas reminiscências dizendo-me para levar tudo menos á sério.
Tu completavas-me em todos os sentidos que possam existir...
Por que têves de partir?
Talvez seje pelo fato de que eras tão perfeito que todos o queriam para si, e a morte vendo tal preciosidade quis arrebatá-la.
Jamais me esquecerei de ti e de sua felicidade...
Agora, repousar-me-ei e desfrutarei esses poucos minutos, e espero que ao despertar depare-me uma vez mais com seu imponente olhar, e venha finalmente encontrar, alento nos braços teus...
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Pálidos Dias...
Ler ao som de Pitty: Só Agora
A fumaça do cigarro flui de meus lábios... Penso em ti.
Questiono-me sobre a veracidade de nosso amor.
Foi tudo uma doce ilusão?
E agora degustando estou da amarga realidade?
Juras, promessas jogadas ao vento...
Regadas por taças de vinho e belos luares.
A cada dia luto contra o instinto voraz de lembrar-me de ti.
Nosso erro foi acreditar nas armações do acaso!
Aos poucos vimos nosso fim aproximar-se inexorável e fugazmente.
E o que restou, foram suas roupas jogadas ao chão, assim como meu coração...
Que se desfez ao vê-lo partir.
Seu cheiro ainda está nos lençóis...
Embriago-me com ele todas as noites.
Pois só assim consigo sobreviver á mais um tedioso e mórbido amanhecer!
Suas cartas de amor ludibriam-me com suas belas palavras.
Sonho com o dia que irei vê-lo entrar pela porta, com seu lindo sorriso na face e suas ideias malucas na cabeça.
Tudo está como deixastes...
A vida deteu-se, e só voltará a mover-se.
Quando em meus braços seu corpo vier repousar...
Exaurido da busca insana pelo desconhecido, e arrependido suplicar-me pelo que jamais deveria ter renunciado:
Meu eterno amor.
A fumaça do cigarro flui de meus lábios... Penso em ti.
Questiono-me sobre a veracidade de nosso amor.
Foi tudo uma doce ilusão?
E agora degustando estou da amarga realidade?
Juras, promessas jogadas ao vento...
Regadas por taças de vinho e belos luares.
A cada dia luto contra o instinto voraz de lembrar-me de ti.
Nosso erro foi acreditar nas armações do acaso!
Aos poucos vimos nosso fim aproximar-se inexorável e fugazmente.
E o que restou, foram suas roupas jogadas ao chão, assim como meu coração...
Que se desfez ao vê-lo partir.
Seu cheiro ainda está nos lençóis...
Embriago-me com ele todas as noites.
Pois só assim consigo sobreviver á mais um tedioso e mórbido amanhecer!
Suas cartas de amor ludibriam-me com suas belas palavras.
Sonho com o dia que irei vê-lo entrar pela porta, com seu lindo sorriso na face e suas ideias malucas na cabeça.
Tudo está como deixastes...
A vida deteu-se, e só voltará a mover-se.
Quando em meus braços seu corpo vier repousar...
Exaurido da busca insana pelo desconhecido, e arrependido suplicar-me pelo que jamais deveria ter renunciado:
Meu eterno amor.
Versos ao Vento...
Ler ao som de Rachael Yamagata: Y Wish You Love
Palavras ditas ao acaso.
Sentimentos que nunca desabrocham em seu furor momentâneo.
A vida passa como o tic-tac do relógio... Numa regularidade assombrosa!
As ideias nunca saem do papel surrado pelo tempo dentroda gaveta.
Tudo como tem que ser.
O vento invade a janela e toma para si o ambiente antes inóspito.
Os dias parecem todos nublados...
A alma arrisca-se alegrar-se em momentos cada vez mais escassos.
Momentos onde a personalidade torna-se visível, quase palpável...
Pois tudo incide a uma mórbida rotina.
Enquanto escreve esses versos soltos... Sendo invadido pela frivolidade de seu ser.
Delicia-se de tal alegria perdida. Ao som da velha e boa música...
Buscando nela inspiração!
É essa a tão ávida vida de poeta.
Que de tanta ociosidade torna-se seu próprio mausoléo.
Inumando-o a cada poente.
Com a falta do amor que sonha um dia degustar como um bom vinho:
Pouco-a-pouco...
Até que então a vida possa lhe fazer algum sentido.
A não ser passar horas á fim vislumbrando o tempo esvair-se com sua juventude e existência.
Á de mim um dia ser assim...
Livre para escrever e viver a meu gosto.
Despir-me de tudo: a boa conduta, leis, formalidades...
Todas essas sandices que tentam e acabam por extorquir minha "liberdade".
Vagar rumo ao vento...
Desbravar os sete mares...
Caminhar sob a relva molhada pela chuva...
Buscar em simplórias façanhas minha tão cobiçada felicidade!
Esquecer-me de amores passados...
Oportunidades perdidas...
Inépcias ditas e feitas...
Pessoas que passaram e marcaram-me com sua futilidade tamanha.
Transmutando-me no que sou hoje.
Um ser exânime e descrente da vida...
Mas não morto!
Nutrido apenas pela incerteza do amanhã.
Palavras ditas ao acaso.
Sentimentos que nunca desabrocham em seu furor momentâneo.
A vida passa como o tic-tac do relógio... Numa regularidade assombrosa!
As ideias nunca saem do papel surrado pelo tempo dentroda gaveta.
Tudo como tem que ser.
O vento invade a janela e toma para si o ambiente antes inóspito.
Os dias parecem todos nublados...
A alma arrisca-se alegrar-se em momentos cada vez mais escassos.
Momentos onde a personalidade torna-se visível, quase palpável...
Pois tudo incide a uma mórbida rotina.
Enquanto escreve esses versos soltos... Sendo invadido pela frivolidade de seu ser.
Delicia-se de tal alegria perdida. Ao som da velha e boa música...
Buscando nela inspiração!
É essa a tão ávida vida de poeta.
Que de tanta ociosidade torna-se seu próprio mausoléo.
Inumando-o a cada poente.
Com a falta do amor que sonha um dia degustar como um bom vinho:
Pouco-a-pouco...
Até que então a vida possa lhe fazer algum sentido.
A não ser passar horas á fim vislumbrando o tempo esvair-se com sua juventude e existência.
Á de mim um dia ser assim...
Livre para escrever e viver a meu gosto.
Despir-me de tudo: a boa conduta, leis, formalidades...
Todas essas sandices que tentam e acabam por extorquir minha "liberdade".
Vagar rumo ao vento...
Desbravar os sete mares...
Caminhar sob a relva molhada pela chuva...
Buscar em simplórias façanhas minha tão cobiçada felicidade!
Esquecer-me de amores passados...
Oportunidades perdidas...
Inépcias ditas e feitas...
Pessoas que passaram e marcaram-me com sua futilidade tamanha.
Transmutando-me no que sou hoje.
Um ser exânime e descrente da vida...
Mas não morto!
Nutrido apenas pela incerteza do amanhã.
Assinar:
Postagens (Atom)